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TEATRO

JOSEFINA, A CANTORA OU O POVO DOS RATOS

JOSEFI­NA, A CANTORA OU O POVO DOS RATOS

12 e 13.09.02

A montagem de Josefina, a cantora ou o povo dos ratos, último conto escrito por Franz Kafka pouco antes de sua morte em 1924, insere-se num projeto maior da BOA COMPANHIA intitulado, sob a inspiração do escritor tcheco, O Artista da Fome.


Este projeto busca refletir, através do teatro, sobre o papel do artista num mundo de aberrantes desigualdades sociais.

Em Josefina…, temos a história de uma misteriosa e pretensamente refinada cantora, sequiosa de reconhecimento e honras póstumas, em meio a um povo rude e simples. Poderíamos dizer que é quase uma versão kafkiana da fábula da cigarra e da formiga, onde uma não pode viver sem a outra.


Tanto o conto quanto nossa encenação coloca na berlinda o caráter de excepcionalidade do artista e da própria obra de arte, sustentando durante todo o tempo o encanto, o suspense e a dúvida sobre a natureza do canto de Josefina.


FICHA TÉCNICA

Max Costa e Verônica Fabrini elenco

Franz Kafka texto original

Boa Companhia adaptação, cenário e figurinos

Max Costa direção musical e composição

Clermont Pithan e Daves Otani iluminação

Gracia Navarro preparação corporal

Fernanda Giulietti projeto gráfico

Claudia Echenique direção gerale

Duração: 50 minutos

Gênero: Tragicomédia


Curriculum do grupo Boa Companhia

A Boa Companhia é formada por atores egressos do curso de Artes Cênicas da UNICAMP, atuando desde 1992, tendo como proposta a pesquisa da linguagem cênica a partir do trabalho do ator.

A idéia central que une seus integrantes é de que a Arte pode e deve transformar a Vida. Neste sentido, a atuação do grupo não se restringe às salas tradicionais de espetáculos. Cada montagem é um evento especial e, se para isso, as ruas da cidade, o Teatro Municipal ou um terreno baldio é o espaço ideal, então aí será seu palco. Esta flexibilidade exige dos atores uma pesquisa e treinamento constantes, realizados através de workshops organizados pela companhia e compartilhados com a comunidade. Desta forma, buscam divulgar não somente o produto final (o espetáculo), mas também sua prática e seu processo de criação.

Exibe um currículo eclético, com montagens que vão de Shakespeare a Qorpo Santo, passando por Nelson Rodrigues e adaptações de textos literários de autores como Guimarães Rosa e Franz Kafka.

A partir de 96 a companhia amplia a sua atuação para o nível internacional, com a participação no Festival Internacional de Belo Horizonte (julho de 1996, com PRIMEIRAS ESTÓRIAS), no Seminário Internacional de Dramaturgia do Ator (julho de 1997 – Havana, CUBA – LOVE ME, Uma Poética Dos Sentidos) e no II Cone Sul de Teatro – Fase Internacional (Rio Grande do Sul – 1997, com o espetáculo LOVE ME). Em 98, BOA COMPANHIA, LUME, BARRACÃO TEATRO, SERES DE LUZ e COMPANHIA SARAU realizam o evento “Tem Cena na Vila”, sucesso de público e crítica, que encontra-se em fase de pré-produção de sua 5ª Edição.