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MÚSICA

JUÇARA MARÇAL E CADU TENÓRIO: ANGANGA

JUÇARA MARÇAL E CADU TENÓRIO: ANGANGA

14.11.23, terça às 20h

Trazendo novos arranjos e composições para a peça, a cantora Juçara Marçal e o músico e experimentador carioca Cadu Tenório apresentam, no Centro da Terra, Anganga, reinterpretações contemporâneas de vissungos recolhidos por Aires da Mata Machado Filho em São João da Chapada, município de Diamantina (MG), além de cantos do congado mineiro.


Anganga é a entidade suprema do povo banto (“anganga nzambi”). A palavra consta do vissungo “grande anganga muquixe”, cujos Versos indicam reverência àquele cuja “gunga não bambeia”, O mestre, o mais velho. Trata-se de uma expressão que diz respeito à reverência ao passado.


Os “Cantos II”, “III”, “VI” e “VII” presentes no disco são vissungos (cantos de trabalho) recolhidos por Aires da Mata Machado Filho na década de 1920. O linguista registrou 65 partituras desses cantos no livro “O negro e o garimpo em minas gerais”.


Em 1982, aires autorizou a gravação de catorze deles no álbum “O canto dos escravos”, interpretados pelas vozes de Clementina de Jesus, Geraldo Filme e tia Doca da Portela.


“Eká” e “Taio” são composições de Cadu Tenório com a colaboração de Juçara Marçal.


Juçara Marçal 

Cantora do grupo Metá Metá. Já integrou os grupos Vésper Vocal e A Barca. Lançou em 2014 o disco solo ENCARNADO. O álbum, que conta com as parcerias de Kiko Dinucci, Rodrigo Campos e Thomas Rohrer, ganhou o Prêmio APCA - Melhor Álbum de 2014, Prêmio Governador do Estado - Melhor Álbum - Voto do Júri, e Prêmio Multishow de Música Compartilhada, entre outros. Em 2015, lançou ANGANGA, em parceria com Cadu Tenório, músico e experimentador carioca. Em 2017, com Rodrigo Campos e Gui Amabis, lançou o disco Sambas do Absurdo, inspirado no livro de Albert Camus. Desde 2018 realiza, ao lado de Kiko Dinucci e Thais Nicodemo/Lincoln Antonio, o show Brigitte Fontaine, em que canta em francês repertório dessa artista. Em fevereiro de 2019, Juçara Marçal estreou como atriz na peça Gota d’água {Preta}. Em 2021 lançou seu segundo álbum solo, Delta Estácio Blues


Cadu Tenório

O trabalho de Cadu Tenório é construído pela exploração de diferentes processos de gravação e pela obtenção de timbragens incomuns a partir de sintetizadores, gravações de campo, tape loops e instrumentos processados.

Tem colaborado com artistas dos mais variados segmentos, abrangendo do experimental à música popular brasileira. Possui uma extensa discografia com títulos lançados por selos nacionais e internacionais. Cadu produz música em diferentes projetos como Sobre a Máquina, VICTIM!, Ceticências, Banquete, Gruta e Vaso, bem como sob seu próprio nome.


Juçara Marçal - voz

Cadu Tenório - eletrônicos


Cris Souto - luz

Leandro Simões - técnico de som


Angela Novaes - produção

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