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TEATRO

mata hari: senten­ça para uma aurora

07.02 a 02.03.03

A peça retrata as últimas horas de Margaretha Gertrude Zelle (1876-1917), a Mata Hari. Esta espiã não existiu, foi apenas uma mulher bonita e prostituta de luxo que se meteu com pessoas erradas na 1ª Guerra Mundial quando França e Alemanha se trucidavam. Acreditou poder manipular militares dos dois lados e tornou-se um magnífico bode expiatório e, assim, fuzilada em Paris, em 1917, como agente alemã.


Condenada à morte, Mata Hari está em cena para relembrar sua vida desde o nascimento, na Holanda, como Margaretha (1870). O codinome foi incorporado quando vivia na Indonésia, onde, numa das línguas locais, quer dizer “luz da manhã”. Fora viver na então colônia holandesa em companhia do marido militar, mais velho e com quem se casou mais para fugir do autoritarismo paterno. Aprendeu rudimentos de dança locais e perdeu o filho envenenado por uma amante do marido. De volta à Europa, divorciada por causa dos espancamentos que sofria, escolhe Paris para incorporar a persona da dançarina oriental. Conquista salões e seus homens.


A atualidade do espetáculo está em dois fatos: aquestão de como se envolve no jogo de poder e a genialidade artística de Mata e a dança dos sete véus que ela fazia era uma mistura de elementos das danças indiana, do ventre e flamenca. Ela afrontou o censervadorismo, mas sem levantar uma bandeira política.


A iluminação tem grande importância na peça. “Eu contracendo com a luz”, diz Tania. O cenário remete ao sótão do castelo onde Mata ficou presa por três meses. São armários velhos, de onde ela tira as memórias, as imagens que os objetos provocam nela.


FICHA TÉCNICA

Jorge Arroyo texto

Carlos Gradim direção

Tania Castello atriz

Thelma Fernandes iluminação

André Cortez cenário e figurino