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MÚSICA

Paulo Padilha: Certeza

14 e 15.12.01

Paulo Padilha é uma peça rara na MPB contemporânea: um cantor/compositor que baseia seu repertório em canções de sua própria lavra, que não teme o ecletismo na hora de criar e que, por isso mesmo, consegue imprimir uma marca bem pessoal a suas músicas. Em seu segundo álbum, Certeza, Padilha exercita seu estilo: uma curiosa mescla de influências das músicas negra e nordestina, espalhada em 12 canções de arranjos bem-construídos (todos em um registro low-profile, sem timbres bombásticos) e valorizadas pela interpretação igualmente sutil do cantor.


Há uma notável presença da black music no álbum, através da inflexão vocal de Paulo e do estilo particularmente balançante de algumas das canções – o melhor exemplo é Aquela Ginga, não por acaso dedicada a Luiz Melodia, um precursor da fusão blues/soul com o samba que parece nortear o trabalho de Padilha. Neste contexto, faz pleno sentido a inclusão de um único cover no disco, justamente Não Vou Ficar, cavalo de batalha de Tim Maia. Com Padilha, a canção ficou sutil, com a adição de um naipe de metais e vocais femininos de apoio. O samba-rock surge, descarado, em Juçara, pleno de guitarras com wah-wah, pandeiro, caixa e ganzá. Abrindo o disco, ele escolhe Certeza É Ilusão, também gravada recentemente por sua companheira de gravadora Suzana Salles, e que aqui vem numa versão suingada. Para fechar o disco, Padilha concede-se um sambinha quase ortodoxo, com Novela.


Apesar da marcante influência black, Paulo Padilha não nega ter um pé ao Norte da Bahia. Várias faixas evidenciam isso, como o sabor nordestino que marca A Fome, com letra irônica sobre o miserê reinante no sertão e a intervenção de uma viola caipira. Há mais Nordeste – e mais humor – em Cachorro, curioso “rap-repente” com direito a flautinha emulando um pífano pernambucano. Uma contagiante batida de pandeiro, “prima” do samba do Recôncavo baiano, marca a irônica Rasguei o Papel, convivendo bem com o acordeon de Oswaldinho.

TEATRO

Pedro e Diogo Granato: Ainda somos os mesmos 15, 16, 17 e 18.11.18: quinta a domingo, 20h

Pedro e Diogo Granato: Ainda somos os mesmos

MÚSICA

Larissa Conforto: Àiyé 05, 12,19 e 26.11.18: segundas às 20h

Larissa Conforto: Àiyé

MÚSICA

Gui Amabis: amáveis amigos 06, 13, 20 e 27.11.18: terça às 20h

Gui Amabis: amáveis amigos

AULAS

Práticas do Tai Chi e Chi Kung terças, às 8h30

Práticas do Tai Chi e Chi Kung