KOMPANHIA

Teatro­kê

2010

Um mestre de cerimônias recruta os voluntários da platéia (sempre respeitando os que não querem participar) e os conduz aos bastidores do teatro – ao mundo do Teatrokê – para serem brifados sobre o personagem e preparados cenicamente. O participante tem à sua disposição adereços, figurinos de diversos tamanhos e todos os recursos necessários para auxiliá-lo na interpretação. Os atores-faladores que passam, pelo do ponto eletrônico, as instruções e o texto para o voluntário ficam em uma cabine acústica especial; eles conhecem os textos e ensaiaram os papeis. Estão, portanto, aptos a transmitir as falas na cadência adequada e dramaticamente preparada para o fácil entendimento do receptor. O público-receptor que sobe ao palco tem um nome especial: é o Outrokê!

Como o público reagirá é a grande incógnita; esta é a variável que fará de cada apresentação uma aventura. “É também aí que reside uma pesquisa maior do trabalho: o público e suas reações. O que fazer para aprimorar o resultado e melhor amparar o público?”. Diz o criador. A idéia é tão simples que pode ser facilmente banalizada, mas Karman rebate: “O Teatrokê não é tão simples quanto parece. O falador tem que entrar em sintonia com o seu avatar, o seu outrokê que está no palco. Uma relação de confiança tem que se estabelecer entre eles. É mais do que uma simples transmissão de palavras. É fundamental, que o ator-falador transmita ao seu receptor informações não verbais como intenções e emoções, por exemplo. É só pensarmos nos anos de ouro da Era do Rádio e suas novelas extraordinárias: quanta emoção era transmitida aos nossos ouvidos! O Teatrokê orbita esse mundo da transmissão e recepção oral. É aqui que reside uma parte importante dessa experiência artística: na íntima mimese do falador pelo receptor.”

A encenação do Teatrokê tem como pano de fundo a exaltação ao teatro – uma metalinguagem em que o teatro fala do próprio teatro. “Queremos que o público se divirta e conheça o mundo do teatro. Queremos que ele aproveite ao máximo a sua experiência cênica de forma que, além do desafio da atuação, ele também entenda os bastidores da montagem de uma peça teatral e aumente o seu interesse pelo teatro de uma maneira geral”, finaliza Karman.

A banalização da idéia é tão possível quanto seu aprofundamento teórico. Mas uma coisa não deixa dúvida: é uma experiência inédita, interessante e para lá de divertida!




Links:

Ana Maria Braga

Teatrokê por VEJA SP

Mega TV

Metrópolis / Tv Cultura

Bastidores Multishow


Ficha Técnica

Espetáculo: Teatrokê®

Direção: Ricardo Karman

Textos inéditos: Marcelo Rubens Paiva, Samir Yazbek, Mario Bortoloto e Ricardo Karman.

Textos adaptados: Shakespeare, Karl Valentin e Henrik Ibsen e outros.

Elenco fixo: Yunes Chami, Mário De La Rosa, Vivian Bertocco, Gustavo Vaz, Xande Mello.

Cenografia e adereços: Otavio Donasci

Figurinos: Joana Porto

Iluminação e sonoplastia: Kompanhia do Centro da Terra

Assistente de direção: Bernardo Galegale

Assistente de figurino: Helena Ramos

Produção: Rachel Brumana

Duração: 75 min.

Gênero: comédia

Classificação etária: 14 anos



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